Por que algumas pessoas lembram de fatos antigos e outras não?
"(. . .)Para que a memória de curto prazo passe a ser memória de longo prazo, ela deve passar por um processo conhecido como consolidação. Durante a consolidação, a memória de curto prazo é repetidamente ativada - tanto que ocorrem alterações químicas e físicas no cérebro que "embutem" a memória para acesso a longo prazo. Se, durante essa ativação repetida, algo interromper o processo, como por exemplo um trauma cerebral, a memória de curto prazo não consegue se consolidar. As memórias não podem ser "armazenadas" para acesso a longo prazo(. . .)"
http://saude.hsw.uol.com.br/questao672.htm
A lembrança de fatos antigos está diretamente ligada à memória de longo prazo, então, se uma pessoa não consegue lembrar de fatos antigos com a mesma facilidade que outras conseguem, é porque algo não acontece de maneira correta no processo denominado como "consolidação" no trecho acima, ou ainda(e o mais provável), no processo de "evocação".

Ainda, baseando-se no que diz Ivan Izquierdo em seu livro "A arte de esquecer, 2004", as memórias de longa e curta duração são ambas construídas pelas células do hipocampo e pelas células do córtex com as quais o hipocampo se conecta. A formação de memórias de longa duração depende de um conjunto de fenômenos bioquímicos no hipocampo e nas regiões ligadas a ele. Embora a região do cérebro onde se formam os dois tipos de memória citados acima seja essencialmente a mesma, um tipo de memória depende de sequências concatenadas de processos moleculares distintas do outro. E ainda para a evocação dessas memórias são diferentes os processos bioquímicos responsáveis por tal capacidade.
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